Onde está mesmo o dinheiro
Uma cabine de fotos é uma estrutura, uma câmara, uma impressora e uma licença de software. A estrutura é a parte que melhor envelhece e a parte para a qual os compradores mais olham, o que é o mundo ao contrário. A impressora e a licença são onde uma cabine barata se torna cara: uma impressora de sublimação térmica avariada ou uma licença que não é transferível podem apagar toda a poupança numa única compra.
Avalie então uma cabine usada como a soma das suas peças, e não como um desconto sobre a nova. Tudo o que tivesse de substituir na primeira época não é poupança, é uma fatura adiada.
A lista de inspeção
- Ponha-a a funcionar de ponta a ponta, à sua frente. Captura, modelo, impressão. Um vendedor que não a queira ligar está a dizer-lhe alguma coisa.
- Modelo da impressora e impressões feitas. É um modelo de sublimação térmica atual, ainda se vendem consumíveis para ele, e quantas impressões fez? Uma impressora DNP usada, uma RX1 ou uma DS620, tem contador: peça-o e peça uma impressão de teste. O nosso guia de impressoras mostra que modelos são atuais.
- Transferência da licença, por escrito. Peça ao vendedor que confirme junto do fornecedor do software que a licença passa para si, antes de o dinheiro mudar de mãos. Esta é a surpresa desagradável mais comum.
- Estrutura e dobradiças. Olhe para as partes que são manuseadas em cada evento: dobradiças, fechos, rodas, o painel onde uma mão empurra. É aí que a vida de carrinha aparece primeiro.
- Contagem de disparos da câmara. É barato de verificar e diz-lhe quanto a cabine trabalhou. Veja o que uma câmara de cabine de fotos tem realmente de fazer.
- Peças de substituição. Se o modelo saiu de produção e o fabricante já não existe, tem uma máquina que acaba no dia em que algo se partir.
Pergunte porque está à venda
Em Portugal o usado aparece no OLX, no Mercado Livre e nos grupos de operadores, e o anúncio raramente diz o que interessa: mostra o móvel, esconde a impressora e não fala da licença. A primeira mensagem ao vendedor é esta pergunta, antes de ir ver a máquina.
Há operadores que saem do setor, que mudam de formato ou que reduzem a frota, e essas cabines são muitas vezes boas compras a sério. Aquelas de que vale a pena afastar-se são as vendidas porque já se estragou alguma coisa: uma impressora que ninguém quer substituir, uma subscrição que caducou, um formato que deixou de ter reservas. Nesse caso não está a comprar a máquina, está a comprar o problema dela.
Quando o novo custa menos do que o usado
Isto acontece mais vezes do que os vendedores admitem. O preço de partida das nossas cabines é a máquina com o seu software, sem câmara e sem impressora, que é exatamente o que precisa um operador que já tem essas peças. Contra uma cabine usada que precisa de uma impressora nova e de uma licença nova, a nova ganha muitas vezes no preço e ganha por completo em tudo o que não consegue verificar numa máquina em segunda mão.
Compare com honestidade antes de decidir: a gama atual com preços mais IVA, e quanto custa uma cabine de fotos para os números correntes. Se uma cabine usada continuar a ser a escolha certa para o seu orçamento, compre-a com esta lista na mão.