Uma cabine nova na garagem e um telefone em silêncio é a forma mais comum de começar neste negócio. O instinto é gastar em anúncios. Quem pergunta como divulgar um negócio de photobooth costuma estar a olhar para o canal errado: conseguir reservas de photobooth tem menos a ver com investimento em publicidade e mais com quem já está na sala doze meses antes de si.
As reservas vêm de três sítios
Por ordem do que valem ao longo do tempo:
- Espaços e fornecedores que o recomendam. Um coordenador que confia em si vale mais do que um ano de anúncios, porque recomenda-o a todos os clientes que entram pela porta, e essa recomendação chega já com confiança.
- Convidados que viram a cabine num evento. Cada evento é uma demonstração à frente de cem pessoas que vão todas a outros eventos. Esta é a que se acumula.
- Pesquisa e redes sociais. Demoram mais a arrancar. Quem escreve photo booth seguido do nome da sua zona ainda não o conhece, e o que encontra nessa pesquisa é a sua única apresentação.
Repare que as duas primeiras são consequência de fazer bons eventos, e é por isso que a primeira época é sempre a mais dura e a terceira é sempre mais fácil do que a segunda.
Trabalhe os espaços a sério
Um coordenador de espaço recomenda quem lhe tira trabalho de cima, não quem lhe traz mais uma preocupação para a noite. Chegue com aquilo que lhe facilita a vida: o seu tempo de montagem, o espaço que ocupa, o seu seguro, o facto de libertar a pista antes da banda, e fotografias da sua cabine numa sala parecida com a deles.
Peça para entrar na lista de fornecedores recomendados, e pergunte o que é preciso para lá chegar. Uns querem comissão, outros querem fiabilidade, todos querem não levar com as culpas. Depois seja o fornecedor que chega cedo, estaciona onde lhe pediram e deixa a sala como a encontrou.
Fotógrafos de casamento, wedding planners e DJ são a mesma jogada. Estão na sala com os seus futuros clientes doze meses antes de si.
Publique as fotos, não a cabine
O erro de marketing mais comum é um perfil cheio de fotografias de equipamento. Ninguém reserva uma máquina, reserva uma sala cheia de gente a divertir-se.
Publique o resultado: as tiras de fotos, os clips, a fila, o grupo de amigos a rir do que saiu. Publique com o espaço identificado, para o espaço ver. Peça autorização aos noivos e publique os melhores momentos da noite deles, conteúdo que eles próprios vão partilhar.
Cada canal leva o mesmo material com um corte diferente. No Instagram de um photobooth mandam os clips verticais e os stories da noite, com o espaço identificado. No Pinterest de um photobooth ganham as montagens de casamento, que quem casa guarda meses antes de contratar seja o que for. Uma página de cabine de fotos no Facebook serve sobretudo para os grupos locais de casamentos, onde se pedem fornecedores pelo nome. E um perfil de cabine de fotos no Instagram com trinta clips de eventos reais convence mais do que qualquer catálogo em PDF.
O seu site funciona da mesma forma. Mostre com o que é que um convidado sai, e depois explique quanto custa e como se reserva. O nosso guia da cabine de fotos para casamento cobre aquilo que noivos e espaços procuram de facto.
Responda mais depressa do que os outros
Os pedidos de orçamento neste setor são comparados. O cliente escreve a três operadores num domingo à noite e reserva o primeiro que responde com um preço claro e uma resposta simpática. A rapidez ganha ao polimento: uma resposta na mesma hora com um pacote percetível costuma ganhar a uma proposta linda enviada dois dias depois.
Tenha o seu pacote escrito, para responder demorar dois minutos e não uma noite.
O seguimento que ninguém faz
Duas coisas trazem reservas quase de graça:
A mensagem da galeria. Quando envia as fotos ao cliente, esse é o momento em que ele está mais contente consigo. É também o momento de pedir uma avaliação e de mencionar que tem datas livres para a época seguinte.
A mensagem de aniversário. Uma mensagem curta um ano depois do casamento, com uma das fotografias deles. Não custa nada e volta a pô-lo na cabeça de pessoas que estão constantemente a ir a eventos de outros.
O que não fazer
Não compita por preço com alguém que trabalha com um tablet num tripé. Perde essa luta mesmo quando a ganha, porque o cliente que conquista é o cliente que vai voltar a regatear.
Não gaste em anúncios antes de ter as fotografias e o tempo de resposta em ordem, porque tráfego pago para uma oferta fraca só perde dinheiro mais depressa.
Não aceite a reserva que sabe que vai ser um pesadelo. Um sábado livre vale mais do que um cliente difícil que depois fala de si a outras pessoas.
Se ainda está na fase do equipamento, comece por como começar um negócio de cabines de fotos e volte aqui quando a máquina já estiver na carrinha.
